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Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal (SBFV) foi fundada em 28 de
agosto de 1986, a partir da iniciativa do Dr. Marcio Carvalho Marques
Porto, durante uma reunião de fisiologistas, coordenada pelo Dr.
Antônio Celso Novais Magalhães no Centro Nacional de Pesquisa
de Mandioca e Fruticultura da EMBRAPA, em Cruz das Almas, Bahia. Esta
sociedade visa congregar e promover o intercâmbio científico
daqueles que se dedicam à pesquisa, ensino e atividades relacionadas
com a Fisiologia Vegetal. Em fevereiro do ano seguinte, ocorreu a I Reunião
Brasileira de Fisiologia Vegetal (RBFV), em Londrina, Paraná, onde
foi aprovado o Estatuto e eleita a sua primeira Diretoria e Conselho Deliberativo
e Fiscal. O nome RBFV foi alterado para Congresso Brasileiro de Fisiologia
Vegetal (CBFV), durante a II RBFV, acontecida em fevereiro de 1989, na
cidade de Piracicaba, São Paulo. Outro marco importante na história
da SBFV foi a publicação do primeiro número da Revista
Brasileira de Fisiologia Vegetal, em fevereiro deste mesmo ano sob a responsabilidade
do Dr. Marcio Carvalho Marques Porto. Até 1995 a publicação
foi semestral e em 1996 iniciou a sua publicação quadrimestral,
sendo atualmente trimestral. A revista está indexada a importantes
bases de dados internacionais, tendo à sua frente, atualmente,
o Editor-Chefe Dr. Paulo Mazzafera. Mas não devemos esquecer dos
editores anteriores (Dr. Adonai Gimenez Calbo, Dr José Donizette
Alves).
Durante o VII Congresso da SBFV
realizado em 1999, em Brasília, Distrito Federal, o professor Moacir
Maestri proferiu a palestra de abertura (editada e publicada na RBFV,
12(1):5-9, 2000), da qual transcrevemos um trecho inicial onde o Prof.
Maestri apresenta um breve relato do início da Fisiologia Vegetal
no Brasil: “Na abertura do V Congresso
de nossa Sociedade, em Lavras, Paulo Alvim, com toda a graça de
seu falar, fez uma precisa retrospectiva dos primórdios da fisiologia
vegetal no Brasil, remontando aos anos 30, com Felix Rawitscher e Karl
Arens, na recém-criada USP, e Coaracy Moraes Franco, no Instituto
Agronômico de Campinas. A esses pioneiros, juntam-se, nos anos 40,
o próprio Alvim, em Viçosa, e Mário Guimarães
Ferri, discípulo de Rawitscher, na USP. Um início simples,
talvez dependente de poucos, mas inspirados e dinâmicos condutores.
Eles aturam como inóculo de um processo que iniciou a fermentar
nas décadas 50 e 60, e que entrou realmente em efervescência
a partir dos anos 70. Não quero fazer aqui a história desses
períodos, por não ser esse o meu propósito. Eu os
venho acompanhando desde 50, e cheguei a conhecer todos os pioneiros,
tornando-me amigo do angélico Coaracy, e afilhado de Paulo Alvim,
o decano dos fisiologistas do Brasil, arauto da fisiologia vegetal do
Brasil pelos sete recantos da terra.”; mais adiante continua
dizendo “Com o aumento significativo do
número de fisiologistas e de seus congêneres, nada mais natural
que surgisse o desejo de congregação. Já no final
dos anos 70, pressentindo essa necessidade, organizamos uma lista de pesquisadores
e professores interessados em fisiologia vegetal noBrasil, com falhas,
decerto, mas com uma resposta entusiástica de todos aqueles consultados.
Éramos, então, pouco mais de uma centena. Esse número,
em crescimento desde então, justificou a fundação
desta Sociedade, no final dos anos 80. E aqui está uma pujante
sociedade que deu alento e foro para a comunidade de fisiologistas, por
meio de suas reuniões bienais. E, logo amparada por uma revista
de nível internacional, um fruto que Adonai G. Calbo, junto a desprendidos
colaboradores, fez crescer com paternal cuidado e mesmo com sacrifícios
pessoais. Adonai pode agora contemplar com orgulho sua obra amadurecida”
Como podemos ver pelas palavras do Prof. Maestri o surgimento
da SBFV foi um marco significativo para o avanço da Fisiologia
Vegetal no Brasil. Com quase vinte anos de existência a SBFV, através
de seus congressos, encontros científicos, da revista e da ativa
participação de seus associados nas mais diferentes áreas
do ensino, ciência e tecnologia, continua contribuindo para o desenvolvimento
e difusão da pesquisa nas Ciências Agrárias e Biológicas
no Brasil.
Fonte de consulta:
Oliveira,L.E.M. (editor) Fisiologia Vegetal no Brasil. SBFV. 1997.
87p.
Maestri, M. Rumos da Fisiologia Vegetal no Brasil. R. Bras. Fisiol.
Veg., 12(1):5-9, 2000
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